Em Linguística, Morfologia é o estudo
da estrutura, da formação e da classificação das palavras. A peculiaridade da
morfologia é estudar as palavras olhando para elas isoladamente e não dentro da
sua participação na frase ou período. A morfologia está agrupada em dez
classes, denominadas classes de palavras ou classes gramaticais. São elas:
Substantivo, Artigo, Adjetivo, Numeral, Pronome, Verbo, Advérbio, Preposição,
Conjunção e Interjeição.
- Classes de Palavras;
Estrutura das Palavras
Estudar a estrutura é conhecer os elementos formadores das palavras. Assim,
compreendemos melhor o significado de cada uma delas. As palavras podem ser
divididas em unidades menores, a que damos o nome de elementos mórficos ou morfemas.
Vamos analisar a palavra "cachorrinhas".
Nessa palavra observamos facilmente a existência de quatro elementos. São eles:
cachorr - este é o elemento base da palavra, ou seja,
aquele que contém o significado.
inh - indica que a palavra é um diminutivo
a - indica que a palavra é feminina
s - indica que a palavra se encontra no plural
Morfemas: unidades
mínimas de caráter significativo. Existem
palavras que não comportam divisão em unidades menores, tais como: mar, sol,
lua, etc. São elementos mórficos:
- Raiz,
Radical, Tema: elementos básicos e
significativos
- Afixos
(Prefixos, Sufixos), Desinência, Vogal Temática: elementos modificadores da
significação dos primeiros
- Vogal de
Ligação, Consoante de Ligação: elementos de ligação ou eufônicos.
Raiz: É o elemento originário e
irredutível em que se concentra a significação das palavras, consideradas do
ângulo histórico. É a raiz que
encerra o sentido geral, comum às palavras da mesma família etimológica. Exemplo:
Raiz noc [Latim nocere = prejudicar] tem a significação geral de
causar dano, e a ela se prendem, pela origem comum, as palavras nocivo,
nocividade, inocente, inocentar, inócuo, etc.
Uma raiz pode sofrer
alterações: at-o; at-or; at-ivo; aç-ão; ac-ionar;
Radical:
Observe o seguinte grupo de palavras: livr-o;
livr-inho; livr-eiro; livr-eco. Você reparou que há um elemento comum nesse grupo? Você reparou que o
elemento livr serve de base para
o significado? Esse elemento é
chamado de radical (ou semantema). Elemento básico e significativo das
palavras, consideradas sob o aspecto gramatical e prático. É encontrado através do despojo dos elementos secundários
(quando houver) da palavra. Exemplo: cert-o; cert-eza; in-cert-eza.
Afixos: são elementos secundários (geralmente
sem vida autônoma) que se agregam a um radical ou tema para formar palavras
derivadas. Sabemos que o acréscimo do morfema "-mente", por
exemplo, cria uma nova palavra a partir de "certo": certamente,
advérbio de modo. De maneira semelhante, o acréscimo dos morfemas "a-"
e "-ar" à forma "cert-" cria o
verbo acertar. Observe que a- e -ar são morfemas capazes
de operar mudança de classe gramatical na palavra a que são anexados.
Quando são colocados antes do radical, como
acontece com "a-", os afixos recebem o nome de prefixos. Quando, como "-ar",
surgem depois do radical, os afixos são chamados de sufixos. Exemplo: in-at-ivo; em-pobr-ecer; inter-nacion-al.
Desinências:
são os
elementos terminais indicativos das flexões das palavras. Existem dois tipos:
-
Desinências Nominais: indicam as flexões de gênero (masculino e feminino) e de número
(singular e plural) dos nomes. Exemplos: aluno-o / aluno-s; alun-a / aluna-s. Só podemos falar em
desinências nominais de gêneros e de números em palavras que admitem tais
flexões, como nos exemplos acima. Em palavras como mesa, tribo, telefonema, por
exemplo, não temos desinência nominal de gênero. Já em pires, lápis, ônibus não
temos desinência nominal de número.
-
Desinências Verbais: indicam as flexões de número e pessoa e de modo e tempo
dos verbos. A desinência "-o", presente em "am-o",
é uma desinência número-pessoal, pois indica que o verbo está na
primeira pessoa do singular; "-va", de "ama-va",
é desinência modo-temporal: caracteriza uma forma verbal do pretérito
imperfeito do indicativo, na 1ª conjugação.
Vogal
Temática: é a vogal
que se junta ao radical, preparando-o para receber as desinências. Nos verbos,
distinguem-se três vogais temáticas:
- Caracteriza os verbos da 1ª conjugação: buscar,
buscavas, etc.
- Caracteriza os verbos da 2ª
conjugação: romper, rompemos, etc.
- Caracteriza os verbos da 3ª conjugação: proibir,
proibirá, etc.
Tema: é o grupo formado pelo radical
mais vogal temática. Nos verbos citados acima, os temas são: busca-, rompe-,
proibi-
Vogais e
Consoantes de Ligação: As vogais e consoantes de ligação são morfemas que surgem por motivos
eufônicos, ou seja, para facilitar ou mesmo possibilitar a pronúncia de uma
determinada palavra. Exemplos: parisiense (paris= radical, ense=sufixo, vogal
de ligação=i); gas-ô-metro, alv-i-negro, tecn-o-cracia,
pau-l-ada, cafe-t-eira, cha-l-eira, inset-i-cida,
pe-z-inho, pobr-e-tão, etc.
Formação
das Palavras: existem
dois processos básicos pelos quais se formam as palavras: a Derivação e
a Composição. A diferença entre ambos consiste basicamente em que, no
processo de derivação, partimos sempre de um único radical, enquanto no
processo de composição sempre haverá mais de um radical.
Derivação:
é o
processo pelo qual se obtém uma palavra nova, chamada derivada, a partir de outra já existente, chamada primitiva. Exemplo: Mar (marítimo,
marinheiro, marujo); terra (enterrar, terreiro, aterrar). Observamos que
"mar" e "terra" não se formam de nenhuma outra palavra,
mas, ao contrário, possibilitam a formação de outras, por meio do acréscimo de
um sufixo ou prefixo. Logo, mar e terra são palavras primitivas, e as demais,
derivadas.
Tipos de
Derivação
-
Derivação Prefixal ou Prefixação: resulta do acréscimo de prefixo à palavra primitiva, que tem o seu significado alterado: crer-
descrer; ler- reler; capaz- incapaz.
-
Derivação Sufixal ou Sufixação: resulta de acréscimo de sufixo à palavra primitiva, que pode sofrer alteração de
significado ou mudança de classe gramatical: alfabetização. No exemplo,
o sufixo -ção transforma em substantivo o verbo
alfabetizar. Este, por
sua vez, já é derivado do substantivo alfabeto
pelo acréscimo do sufixo -izar.
A derivação sufixal pode ser:
Nominal, formando substantivos e
adjetivos: papel – papelaria;
riso – risonho.
Verbal, formando verbos: atual - atualizar.
Adverbial, formando advérbios de modo: feliz
– felizmente.
- Derivação
Parassintética ou Parassíntese: Ocorre quando a palavra derivada resulta do
acréscimo simultâneo de prefixo
e sufixo à palavra primitiva.
Por meio da parassíntese formam-se nomes (substantivos e adjetivos) e verbos. Considere
o adjetivo "triste". Do radical "trist-" formamos o
verbo entristecer através da junção simultânea do prefixo
"en-" e do sufixo "-ecer". A presença de apenas um desses
afixos não é suficiente para
formar uma nova palavra, pois em nossa língua não existem as palavras
"entriste", nem "tristecer". Exemplos:
emudecer
mudo – palavra inicial
e – prefixo
mud – radical
ecer – sufixo
desalmado
alma – palavra inicial
des – prefixo
alm – radical
ado – sufixo
Não devemos confundir
derivação parassintética, em que o acréscimo de sufixo e de prefixo é
obrigatoriamente simultâneo, com casos como os das palavras desvalorização e
desigualdade. Nessas palavras, os afixos são acoplados em sequência:
desvalorização provém de desvalorizar, que provém de valorizar, que por sua vez
provém de valor.
É impossível fazer o
mesmo com palavras formadas por parassíntese: não se pode dizer que expropriar
provém de "propriar" ou de "expróprio", pois tais palavras
não existem. Logo, expropriar provém diretamente de próprio, pelo acréscimo
concomitante de prefixo e sufixo.
-
Derivação Regressiva: ocorre derivação regressiva quando uma palavra é formada não por
acréscimo, mas por redução:
comprar (verbo), compra (substantivo); beijar (verbo), beijo (substantivo).
Para descobrirmos se um substantivo deriva de um
verbo ou se ocorre o contrário, podemos seguir a seguinte orientação:
- Se o substantivo
denota ação, será palavra derivada, e o verbo palavra primitiva.
- Se o nome denota algum objeto ou substância, verifica-se o contrário.
Vamos observar os exemplos acima: compra e beijo indicam ações, logo, são palavras derivadas. O mesmo não ocorre, porém, com a palavra âncora, que é um objeto. Neste caso,
um substantivo primitivo que dá
origem ao verbo ancorar.
Por derivação regressiva, formam-se basicamente
substantivos a partir de verbos. Por isso, recebem o nome de substantivos
deverbais. Note que na linguagem popular, são frequentes os exemplos de
palavras formadas por derivação regressiva. o portuga (de português); o boteco
(de botequim); o comuna (de comunista); agito (de agitar); amasso
(de amassar); chego (de chegar)
O processo normal é criar
um verbo a partir de um substantivo. Na derivação regressiva, a língua procede
em sentido inverso: forma o substantivo a partir do verbo.
- Derivação
Imprópria: A
derivação imprópria ocorre quando determinada palavra, sem sofrer qualquer
acréscimo ou supressão em sua forma, muda
de classe gramatical. Neste processo:
Os adjetivos
passam a substantivos: Os
bons serão contemplados.
Os particípios
passam a substantivos ou adjetivos: Aquele garoto alcançou um feito passando no concurso.
Os infinitivos
passam a substantivos: O andar de Roberta era fascinante; O badalar dos sinos soou na cidadezinha.
Os substantivos
passam a adjetivos: O
funcionário fantasma foi
despedido; O menino prodígio
resolveu o problema.
Os adjetivos
passam a advérbios: Falei baixo para que ninguém escutasse.
Palavras invariáveis
passam a substantivos: Não
entendo o porquê disso tudo.
Substantivos próprios tornam-se comuns:
Aquele coordenador é um caxias!
(chefe severo e exigente)
Os processos de derivação
vistos anteriormente fazem parte da Morfologia porque implicam alterações na
forma das palavras. No entanto, a derivação imprópria lida basicamente com seu
significado, o que acaba caracterizando um processo semântico. Por essa razão,
entendemos o motivo pelo qual é denominada "imprópria".
Composição:
é o
processo que forma palavras compostas, a partir da junção de dois ou mais
radicais. Existem dois tipos:
-
Composição por Justaposição: ao juntarmos duas ou mais palavras
ou radicais, não ocorre alteração fonética: passatempo, quinta-feira, girassol,
couve-flor. Em "girassol"
houve uma alteração na grafia (acréscimo de um "s") justamente para
manter inalterada a sonoridade da palavra.
-
Composição por Aglutinação: ao unirmos dois ou mais vocábulos
ou radicais, ocorre supressão de um ou mais de seus elementos fonéticos: embora
(em boa hora); fidalgo (filho de algo - referindo-se a família nobre); hidrelétrico
(hidro + elétrico); planalto (plano alto). Ao aglutinarem-se, os componentes subordinam-se a um só acento tônico, o
do último componente.
- Redução:
algumas palavras apresentam, ao lado de sua forma plena, uma forma
reduzida. Observe: auto - por automóvel; cine - por cinema; micro
- por microcomputador; Zé - por José. Como exemplo de redução ou
simplificação de palavras, podem ser citadas também as siglas, muito
frequentes na comunicação atual.
- Hibridismo:
ocorre hibridismo
na palavra em cuja formação entram elementos de línguas diferentes: auto
(grego) + móvel (latim).
-
Onomatopeia: numerosas palavras devem sua origem a uma tendência constante da fala
humana para imitar as vozes e os ruídos da natureza. As onomatopeias são vocábulos que reproduzem aproximadamente os sons
e as vozes dos seres: miau, zumzum, piar, tinir, urrar, chocalhar, cocoricar,
etc.
Prefixos:
os prefixos são morfemas que se colocam antes dos radicais basicamente a
fim de modificar-lhes o sentido;
raramente esses morfemas produzem mudança de classe gramatical. Os prefixos ocorrentes em palavras portuguesas se
originam do latim e do grego, línguas em que funcionavam como
preposições ou advérbios, logo, como vocábulos autônomos. Alguns prefixos
foram pouco ou nada produtivos em português. Outros, por sua vez, tiveram
grande vitalidade na formação de novas palavras: a- , contra- , des- ,
em- (ou en-) , es- , entre- re- , sub- , super- , anti-.
Prefixos
de Origem Grega
a-, an-: afastamento, privação, negação,
insuficiência, carência: anônimo,
amoral, ateu, afônico.
ana-: inversão, mudança, repetição: analogia, análise, anagrama, anacrônico.
anfi-: em redor, em torno, de um e outro lado,
duplicidade: anfiteatro, anfíbio,
anfibologia.
anti-: oposição, ação contrária: antídoto, antipatia, antagonista, antítese.
apo-: afastamento, separação: apoteose, apóstolo, apocalipse, apologia.
arqui-, arce-: superioridade hierárquica,
primazia, excesso: arquiduque, arquétipo,
arcebispo, arquimilionário.
cata-: movimento de cima para baixo: cataplasma, catálogo, catarata.
di-: duplicidade: dissílabo, ditongo, dilema.
dia-: movimento através de, afastamento: diálogo, diagonal, diafragma, diagrama.
dis-: dificuldade, privação: dispneia, disenteria, dispepsia, disfasia.
ec-, ex-, exo-, ecto-: movimento
para fora: eclipse, êxodo, ectoderma,
exorcismo.
en-, em-, e-: posição interior,
movimento para dentro: encéfalo,
embrião, elipse, entusiasmo.
endo-: movimento para dentro: endovenoso, endocarpo, endosmose.
epi-: posição superior, movimento para: epiderme, epílogo, epidemia, epitáfio.
eu-: excelência, perfeição, bondade: eufemismo, euforia, eucaristia, eufonia.
hemi-: metade, meio: hemisfério, hemistíquio, hemiplégico.
hiper-: posição superior, excesso: hipertensão, hipérbole, hipertrofia.
hipo-: posição inferior, escassez: hipocrisia, hipótese, hipodérmico.
meta-: mudança, sucessão: metamorfose, metáfora, metacarpo.
para-: proximidade, semelhança, intensidade: paralelo, parasita, paradoxo, paradigma.
peri-: movimento ou posição em torno de: periferia, peripécia, período, periscópio.
pro-: posição em frente, anterioridade: prólogo, prognóstico, profeta, programa.
pros-: adjunção, em adição a: prosélito, prosódia.
proto-: início, começo, anterioridade: proto-história, protótipo, protomártir.
poli-: multiplicidade: polissílabo, polissíndeto, politeísmo.
sin-, sim-: simultaneidade, companhia: síntese, sinfonia, simpatia, sinopse.
tele-: distância, afastamento: televisão, telepatia, telégrafo.
Prefixos de Origem Latina
a-, ab-, abs-: afastamento, separação: aversão, abuso, abstinência, abstração.
a-, ad-: aproximação, movimento para junto: adjunto,advogado, advir, aposto.
ante-: anterioridade, procedência: antebraço, antessala, anteontem, antever.
ambi-: duplicidade: ambidestro, ambiente, ambiguidade, ambivalente.
ben(e)-, bem-: bem, excelência de fato ou ação: benefício, bendito.
bis-, bi-: repetição, duas vezes: bisneto, bimestral, bisavô, biscoito.
circu(m)-: movimento em torno: circunferência, circunscrito, circulação.
cis-: posição aquém: cisalpino, cisplatino, cisandino.
co-, con-, com-: companhia, concomitância: colégio, cooperativa, condutor.
contra-: oposição: contrapeso,
contrapor, contradizer.
de-: movimento de cima para baixo, separação, negação:
decapitar, decair, depor.
de(s)-, di(s)-: negação, ação contrária, separação: desventura, discórdia, discussão.
e-, es-, ex-: movimento para fora: excêntrico, evasão, exportação, expelir.
en-, em-, in-: movimento para dentro, passagem para um estado ou
forma, revestimento: imergir, enterrar, embeber, injetar, importar.
extra-: posição exterior, excesso: extradição, extraordinário, extraviar.
i-, in-, im-: sentido contrário, privação, negação: ilegal, impossível, improdutivo.
inter-, entre-: posição intermediária: internacional, interplanetário.
intra-: posição interior: intramuscular, intravenoso, intraverbal.
intro-: movimento para dentro: introduzir, introvertido, introspectivo.
justa-: posição ao lado: justapor, justalinear.
ob-, o-: posição em frente, oposição: obstruir, ofuscar, ocupar, obstáculo.
per-: movimento através: percorrer, perplexo, perfurar, perverter.
pos-: posterioridade: pospor, posterior, pós-graduado.
pre-: anterioridade: prefácio, prever, prefixo, preliminar.
pro-: movimento para frente: progresso, promover, prosseguir, projeção.
re-: repetição, reciprocidade: rever, reduzir, rebater, reatar.
retro-: movimento para trás: retrospectiva, retrocesso, retroagir, retrógrado.
so-, sob-, sub-, su-: movimento de baixo para cima,
inferioridade: soterrar, sobpor,
subestimar.
super-, supra-, sobre-: posição superior, excesso: supercílio, supérfluo.
soto-, sota-: posição inferior: soto-mestre, sota-voga, soto-pôr.
trans-, tras-, tres-, tra-: movimento para além, movimento
através: transatlântico, tresnoitar,
tradição.
ultra-: posição além do limite, excesso: ultrapassar, ultrarromantismo, ultrassom,
ultraleve, ultravioleta.
vice-, vis-: em lugar de: vice-presidente, visconde, vice-almirante.
Sufixos: são elementos (isoladamente
insignificativos) que, acrescentados a um radical, formam nova palavra. Sua
principal característica é a mudança de classe gramatical que geralmente opera.
Dessa forma, podemos utilizar o significado de um verbo num contexto em que se deve usar um substantivo, por exemplo. Como o sufixo é colocado depois do
radical, a ele são incorporadas as desinências que indicam as flexões das
palavras variáveis. Existem dois grupos de sufixos formadores de substantivos
extremamente importantes para o funcionamento da língua. São os que formam
nomes de ação e os que formam nomes de agente.
Sufixos
que formam nomes de ação: -ada – caminhada;
-ança – mudança; -ância
– abundância; -ção – emoção; -dão – solidão; -ença – presença; -ez(a) – sensatez, beleza; -ismo – civismo; -mento – casamento; -são – compreensão; -tude – amplitude; -ura – formatura.
Sufixos
que formam nomes de agente: -ário(a) – secretário;
-eiro(a) – ferreiro; -ista
– manobrista; -or – lutador; -nte – feirante.
Sufixos que
formam nomes de lugar, depositório: -aria – churrascaria;
-ário – herbanário; -eiro
– açucareiro; -or – corredor; -tério – cemitério; -tório – dormitório.
Sufixos
que formam nomes indicadores de abundância, aglomeração, coleção: -aço – ricaço; -ada – papelada;
-agem – folhagem; -al
– capinzal; -ame – gentame; -ario(a) - casario, infantaria; -edo – arvoredo; -eria – correria; -io – mulherio; -ume – negrume.
Sufixos
que formam nomes técnicos usados na ciência:
-ite - bronquite, hepatite (inflamação), amotite (fósseis).
-oma - mioma, epitelioma,
carcinoma
(tumores).
-ato, eto, Ito - sulfato, cloreto,
sulfito (sais), granito (pedra).
-ina - cafeína, codeína (alcaloides, álcalis
artificiais).
-ol - fenol, naftol (derivado de hidrocarboneto).
-ema - morfema, fonema, semema,
semantema (ciência
linguística).
-io - sódio, potássio, selênio (corpos simples)
Sufixo
que forma nomes de religião, doutrinas filosóficas, sistemas políticos: - ismo: budismo,
kantismo, comunismo.
Sufixos Formadores de Adjetivos
- de substantivos: -aco – maníaco; -ado – barbado; -áceo(a)
- herbáceo, liláceas; -aico – prosaico; -al
– anual; -ar – escolar; -ário
- diário, ordinário; -ático – problemático; -az
– mordaz; -engo – mulherengo; -ento – cruento; -eo
– róseo; -esco – pitoresco; -este
– agreste; -estre – terrestre; -enho
– ferrenho; -eno – terreno; -ício
– alimentício; -ico – geométrico; -il
– febril; -ino – cristalino; -ivo
– lucrativo; -onho – tristonho; -oso
– bondoso; -udo – barrigudo.
- de
verbos:
-(a)(e)(i)nte: ação, qualidade, estado – semelhante,
doente, seguinte.
-(á)(í)vel: possibilidade de praticar ou
sofrer uma ação – louvável, perecível, punível.
-io, -(t)ivo: ação referência, modo de ser – tardio,
afirmativo, pensativo.
-(d)iço, -(t)ício: possibilidade de praticar ou
sofrer uma ação, referência – movediço, quebradiço, factício.
-(d)ouro,-(t)ório: ação, pertinência – casadouro,
preparatório.
Sufixos Adverbiais: Na Língua
Portuguesa, existe apenas um único sufixo adverbial: É o sufixo "-mente", derivado do substantivo feminino
latino mens, mentis que pode significar "a mente, o espírito, o
intento".Este sufixo juntou-se a adjetivos, na forma feminina, para
indicar circunstâncias, especialmente a de modo. Exemplos: altiva-mente,
brava-mente, bondosa-mente, nervosa-mente, fraca-mente, pia-mente. Já os advérbios que se derivam de
adjetivos terminados em –ês (burgues-mente, portugues-mente, etc.) não seguem esta regra, pois esses
adjetivos eram outrora uniformes. Exemplos: cabrito montês / cabrita montês.
Sufixos Verbais: Os sufixos verbais agregam-se, via de regra, ao radical de substantivos e
adjetivos para formar novos verbos. Em geral, os verbos novos da língua
formam-se pelo acréscimo da terminação-ar. Exemplos: esqui-ar;
radiograf-ar; (a)doç-ar; nivel-ar; (a)fin-ar; telefon-ar; (a)portugues-ar.
Os verbos
exprimem, entre outras ideias, a prática de ação.
-ar:
cruzar, analisar, limpar
-ear:
guerrear, golear
-entar:
afugentar, amamentar
-ficar:
dignificar, liquidificar
-izar:
finalizar, organizar
Verbo
Frequentativo: é aquele que traduz ação
repetida.
Verbo
Factitivo: é aquele que envolve ideia de fazer ou
causar.
Verbo
Diminutivo: é aquele que exprime ação pouco intensa.
